Mostrar mensagens com a etiqueta Célia Correia Loureiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Célia Correia Loureiro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Recomendo - julho de 2014

Um livro magnífico de uma jovem escritora portuguesa que conquistou, seguramente, o seu lugar entre os melhores escritores do nosso país.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

A filha do Barão - Opinião

SINOPSE: "Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país. No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afecto incorruptível, disposto a mostrar-lhe que a vida é mais do que um leque de obrigações."


A minha opinião

O meu gosto por “teimar” em acompanhar os novos autores portugueses, levou-me a descobrir a Célia Correia Loureiro, uma autora emergente, uma joia em bruto! Li as três obras que a autora já publicou e uns escritos mais breves em eBook e tornei-me sua fã. Descobri nas suas palavras a força de um verdadeiro escritor e a garra de uma pessoa muito forte que, apesar de jovem, já viveu muito, sofreu desaires, mas tem os pés bem assentes no chão. A Célia sabe o que quer, tem uma capacidade enorme de amar e de voar bem alto nos seus sonhos e nas suas concretizações. Tem a capacidade de saber ser feliz.

Não vai ser uma opinião fácil de escrever, há tanto para dizer e nada para escrever. Há muito para dizer porque “A filha do Barão” é uma obra magnífica em praticamente todas as vertentes do Romance Histórico. Nada para escrever porque perante um trabalho que considero muito bom, a beirar o excelente, tenho por isso pouco ou nada a acrescentar. Digo que o trabalho é quase excelente porque acredito que a Célia nos vai continuar a surpreender com a sua escrita no futuro. Neste momento, penso que ela atingiu um patamar bastante elevado, mas acredito também que ela encontrará formas de crescer ainda mais e chegar muito mais além.

Não vou contar a história, nem entrar em pormenores sobre ela, pois penso que essa função cabe a cada leitor e deve ser feita sem grandes influências. No entanto, tenho de realçar que o livro nos conta uma bela história de amor e desencontros bem ao estilo do povo que somos. A vertente histórica do livro está extremamente bem cuidada e é uma mais-valia, tornando-o único. A Célia é uma contadora de histórias nata, escreve e descreve sem par. A sua escrita é clara, fluída, mas de forma tão rica e cativante que nos embala na leitura e nos transporta para dentro dela fazendo de nós mesmo personagens do próprio livro. É certo que a Célia usa bastante a descrição, mas esta não me cansa, por ser tão bem construída e tão bem enquadrada. A nível das personagens, nada tenho a apontar, estão bem construídas, bem desenvolvidas, maduras, interessantes, marcantes. Todas elas são parte importante no enredo, todas elas desempenham um papel decisivo na narrativa e todas elas nos deixam um travo amargo na boca, porque ficamos com a vontade de saber mais e mais sobre cada uma. 

Muitos parabéns Célia, acabaste de marcar o teu lugar na escrita em Portugal. Acabaste de mostrar aos teus leitores que realmente tens talento e que o sabes usar com inteligência e mestria. Continua a trabalhar neste teu sonho que nos ajuda a sonhar também. Continua a ser tu mesma, essa pessoa dedicada, humilde e verdadeira que ama a família, a escrita e os animais acima de qualquer coisa. Tenho que confessar que sinto um orgulho enorme em ti, como se fosses um pouco parte de mim, porque fui uma das tuas primeiras leitoras, porque sempre acreditei em ti e porque te vejo crescer e vencer. Desculpa se é uma posição egoísta da minha parte, mas é esse o sentimento que me abraça de momento. Foi esse o sentimento que me embalou nesta leitura e que perdurou para além dela.

A única coisa que peço, é que não te demores muito com a continuação. Não vai ser fácil esperar!
“A filha do Barão”, uma leitura que considero obrigatória para quem gosta de Romance Histórico e para quem gosta de ler em português!
 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O funeral da nossa mãe - Opinião

SINOPSE: "Quando Carolina Alves se suicida, aos 58 anos, deixa um último pedido: o de que as suas três filhas se reúnam no seu funeral, na pequena povoação (fictícia) de Vila Flor, Alto Alentejo.Quer que participem na festa em honra da padroeira da mesma, pondo de lado o decoro esperado de três órfãs.
Luísa emigrou para França, é viciada em trabalho e despreza o seu passado. Praticamente jurara não voltar a pisar a vila da sua infância. Cecília, recentemente casada, é pianista de fama relativa e acabara de se mudar definitivamente para Vila Flor. Inês, que dedica a sua juventude às causas políticas, mal recorda um pai de quem se vai falar bastante e que morreu num trágico acidente de carro em vésperas de Natal...
Com a ajuda de Elisa, única irmã de Carolina, vão desvendar ao longo de quatro dias o passado inesperado da mãe, que não é bem aquilo que tinham julgado, e que cometeu um acto indesculpável para prender, há trinta e oito anos atrás, aquele que viria a ser o pai das suas três filhas..."


A opinião da Margarida


O que se pode dizer de um livro que se adorou, apenas em meia dúzia de palavras?

Para além da responsabilidade acrescida, depois da surpresa da Célia ao colocar na contracapa uma frase da minha review ao seu “Demência”…

Não sou crítica literária e não analiso um livro sob este ponto de vista. Para mim um livro é bom se: me der prazer lê-lo; consegue envolver-me na estória; consegue uma ligação entre mim e as personagens, sentir carinho, amor, ódio, tristeza, revolta, apoio por elas e com elas. 

E uma vez mais a Célia conseguiu isto tudo! E deixar-me sem palavras! Li o seu primeiro romance “Demência” de um fôlego e no fim custou-me pousá-lo, despedir-me das personagens. Apesar de ainda haver arestas a limar, normal num primeiro romance, adorei lê-lo e logo senti que a Célia tinha um dom: era uma excelente contadora de estórias! E felizmente tinha também o talento para o saber usar. 

E assim, esperei ansiosa, pelo seu segundo romance. Queria voltar à escrita da Célia, queria confirmar o que me parecia já evidente: que tínhamos à nossa frente uma promessa na literatura nacional. E finalmente tive nas mãos “O Funeral da Nossa Mãe”, A sinopse prendeu-me de imediato, talvez por ser da mesma geração da personagem, talvez por ter filhas…
E a escrita da Célia fez o resto: prendeu-me do princípio ao fim!
Os romances da Célia são essencialmente sagas familiares onde normalmente o papel das personagens femininas se evidencia e destaca de longe, em relação às personagens masculinas. Mulheres fortes a quem a vida moldou, e mesmo que essa força se manifeste de formas diferentes o seu sentido de família sobrepõe-se a tudo, inclusive aos seus sentimentos pessoais mais profundos. E mais uma vez a Célia mostrou uma maturidade impressionante ao criar a Carolina, a Luísa, a Cecília, a Inês e todas as outras personagens ao conseguir entrar na sua alma, na sua mente, entender os seus fantasmas, os seus medos, os seus anseios, os seus segredos mais recônditos…
Gosto também muito da sua escolha geográfica. Primeiro uma aldeia na Beira Alta, agora uma aldeia no Alentejo. Dá-nos a assim a conhecer um pouco do nosso Portugal interior. As suas descrições conseguem fazer-nos “ver” os pormenores, as cores, os cheiros…

Mas falemos um pouco do romance em si.
A estória é arrebatadora, envolvente e a forma como nos é contada, intercalando presente com passado onde as recordações das personagens têm um timing perfeito, onde os segredos vão sendo revelados à medida que as personagens vão crescendo é simplesmente deliciosa!
Após o suicídio da mãe, Luísa, Cecília e Inês voltam a juntar-se após anos de separação em que cada uma seguiu a sua própria vida. A sua ideia inicial era assistirem ao funeral da mãe e depois cada uma partir de volta para as suas “zonas de conforto”, mas como a vida nem sempre (ou quase sempre!) não é como queremos vêem-se envolvidas no descortinar da vida dos seus pais, de segredos que não imaginavam, mas que de uma forma ou outra moldaram as suas personalidades e que influenciaram toda a sua vida. E à medida que se vão apercebendo de tudo que as rodeou sem terem tido disso consciência acabam por verificar que são mais os laços que as unem que aqueles que as separam.
Luísa, aparentemente fria e calculista, dada mais a desamores do que a amores acaba por se reencontrar consigo própria. A personagem de que mais gostei!
Cecília, a sensível e amorosa, Cecília sempre pronta a justificar e entender toda a gente. Sensível como só um artista pode ser, acaba também por se compreender e saber o que realmente procura.
Inês, a irmã mais nova, a menina rebelde que se refugia na política, para fugir à sua própria sensibilidade e às suas inseguranças, que se refugia no seu temperamento para fugir de um passado que não quer lembrar.
A tia Elisa, o equilíbrio que todas precisam. O elo com o passado até agora desconhecido e que com a sua tranquilidade consegue juntar todas as pontas soltas, que faltavam para que as três irmãs conseguissem montar a manta de retalhos que é a sua própria família e a sua própria vida.
Carolina, ainda que não seja a personagem central é a peça fundamental para o desenrolar de toda a estória.
Lourenço, aquele pai aparentemente distante, objecto de um amor doentio com o qual não sabe lidar, e que apesar de também ele ser capaz de amar profundamente, não sabe como o mostrar.
E finalmente, os maridos e namorados que ajudam a compor o ramalhete final e que à sua maneira são também peças importantes na vida das três irmãs. 

É um romance que vale a pena ser lido, passado num Portugal que é só nosso, mas onde as estórias de vidas que vão acontecendo, poderiam acontecer em qualquer parte do mundo. É acima de tudo uma estória de pessoas, que amam, que odeiam, que sofrem, que rejubilam, que anseiam, que tem medos, almas povoadas de fantasmas, mas gente real! Como a própria Célia diz: “histórias que não são a história de ninguém, mas serão certamente a história de alguém.”
É difícil despedirmo-nos das personagens, das suas alegrias e tristezas, das suas vidas...

Notei apenas um ponto negativo, ou melhor um ponto menos positivo: achei alguns parágrafos demasiados extensos, por vezes páginas seguidas com poucos diálogos, mas que no entanto não prejudicaram em nada a estória.

Parabéns mais uma vez e continue a ser a excelente contadora de estórias que é, e obrigada por partilhar o seu dom connosco!

E estou já ansiosa à espera do próximo!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Demência - Opinião

SINOPSE: "No seio de uma aldeia beirã, Olímpia Vieira começa a sofrer os sintomas de uma demência que ameaça levar-lhe a memória aos poucos. A única pessoa que lhe ocorre chamar para assisti-la é a sua nora viúva, Letícia. Mas Letícia, que se faz acompanhar das duas filhas, tem um passado de sobrevivência que a levou a cometer um crime do qual apenas a justiça a absolveu.
Perante a censura dos aldeões, outrora seus vizinhos e amigos, e a confusão mental da sogra, Letícia tenta refazer-se de tudo o que perdeu e dos erros que foi obrigada a cometer por amor às
filhas. O passado é evocado quando Sebastião, amigo de infância de Olímpia, surge para ampará-la e Gabriel, protagonista da vida paralela que Letícia gostaria de ter vivido, dá um passo à frente e assume o seu papel de padrinho e protector daquelas três figuras solitárias…"


A opinião da Margarida

Acabei de ler o livro e estou absolutamente encantada!
Nunca pensei dar a minha opinião sobre um livro publicamente. Não sou crítica literária, sou apenas uma leitora que gosta de bons livros. Por norma apenas partilho a minha opinião com as pessoas mais chegadas e a quem gosto de “tentar” com as minhas leituras, para depois partilharmos pensamentos, sensações e até talvez criticas, mas nunca me atrevi a fazê-lo publicamente.
Este caso foi diferente! As emoções ao ler o livro foram tão intensas que senti que tinha de dizer alguma coisa.

Gosto muito de autores portugueses! Gosto de “estórias” sobre este nosso cantinho e tenho sempre curiosidade em conhecer os nossos novos autores.
Ao ler a sinopse fiquei conquistada. Talvez pelo facto de referir uma aldeia beirã e as minhas raízes virem de uma! Ou pelo tema ou talvez apenas curiosidade por ser uma autora tão jovem e portuguesa. Não sei, conquistou-me e não descansei enquanto não consegui o livro, o que aconteceu exactamente através da autora, com quem troquei alguns e-mail e cuja personalidade naquelas poucas palavras me fascinou. E não me enganei! Ela é fascinante.
Assim que comecei a ler o livro, confirmou-se uma boa escolha! É um livro com bastante ritmo, que nos prende desde a primeira frase e que se torna difícil de pousar. Uma história arrebatadora!

Os temas que escolheu são ambiciosos, dolorosos e difíceis, infelizmente reais mas a autora não teve medo de lhes pegar e trabalhou-os com uma maturidade que nos espanta numa pessoa tão jovem. Mostrou um conhecimento profundo do Mal e da alma humana e do Mundo, que gente bastante mais velha não possui.
A escrita é acessível e fluída, arrebatadora mas também profunda e nota-se que foi crescendo ao longo do livro. Gostei e tive dificuldades em “livrar-me” dele depois de lido, é tão intenso que permanece em nós mesmo depois de terminado, e talvez por isso sentisse necessidade de falar sobre ele, tinha de o “expulsar”.
No final da leitura fica a sensação que somos amigos, vizinhos ou simples conhecidos das personagens e que gostaríamos de continuar com elas, é difícil despedirmo-nos…
São personagens fortes com uma grande carga psicológica intensa, que ao longo do livro nos emocionam, nos revoltam, que nos fazem ter vontade de interferir, que nos fazem “torcer” por elas. Os “recadinhos” de Olímpia a ela própria são enternecedores, e fazem-nos pensar como deve ser desesperante não conseguir lembrar. Luz e Maria são as filhas que todos gostaríamos de ter, embora ache que pelo menos a Luz podia ter tido um papel mais relevante. A força e a coragem de Letícia impõem-se no decurso da trama e emocionam-nos ainda que por vezes nos revolte a falta de reacção perante o que pensam dela e não reaja perante tanta injustiça, mas é um romance e não a vida real.
As personagens masculinas principais, Sebastião e Gabriel, embora de gerações diferentes, são movidas pelos mesmos sentimentos: amizade, amor, e acima de tudo a necessidade de proteger as mulheres que de uma forma ou outra fazem e fizeram sempre parte da sua vida, são personagens muito ricas. Acho que o Sebastião podia ter sido um pouco mais explorado e ter tido um papel mais activo.

Não vou obviamente contar a história. Essa terá de ser uma experiência pessoal, mas digo: vale a pena. É uma história sobre o nosso tempo, mas é também intemporal. É uma história sobre sentimentos, emoções, lutas interiores, mas é também uma história sobre o nosso Portugal interior com grande riqueza de pormenores, com cor, com cheiros…

A Célia tem talento, na minha humilde opinião muito talento! Tenho a certeza que virá a ser um grande nome no panorama literário português. Leiam este “Demência” e compreenderão o que digo. Eu já o fiz e já espero ansiosamente o próximo livro.
Obrigada Célia. Continue sempre e sempre igual a si própria.
Parabéns.



 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cinzas e neve - Opinião

Conto - SINOPSE: “Tens razão, desprezava-me a mim por te amar e por te querer depois de tudo. Depois de te encantares pela prima que te apresentei, quando já sabias que te amava para além de tudo, depois de te casares com ela e depois de sermos todos testemunhas das relações uns dos outros, como se eu e tu fôssemos a única união, o único fio condutor das nossas vidas e, apesar de ligados a outras pessoas, fossem elas os actores secundários e não nós. Nunca entendi, palavra de honra que nunca entendi” dei voz às dúvidas que julguei nunca respondidas, “porque é que me perseguias pelos corredores da casa de férias e dizias que querias estar comigo, quando à frente de todos nem me olhavas e, quando olhaste, aconteceu aquilo. Porque é que fizeste isso? Sabias bem que eu não concebia a vida sem ti, que me autodestruiria e a todos, de boa vontade, ao primeiro sinal teu.”


A minha opinião

Quem já leu Demência ou O funeral da nossa mãe, consegue identificar as histórias contadas pela autora. Ela tem um estilo muito próprio e este conto é inconfundível.
A Célia escreve muito bem, as suas palavras são como magia, cativam e preduram. Mesmo em poucas páginas enche-nos de vida, de amor, de felicidade, de sofrimento, de mágoa,... Entre o passado e o presente, a sua alma está lá.
Lindo, intenso, uma passagem,...
Soube-me a pouco!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Letras Portuguesas - Célia Correia Loureiro



Célia Correia Loureiro

"As histórias que conto não são a história de ninguém, mas serão certamente a história de alguém."





 

BIOGRAFIA

Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em dezembro de 1989.
Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí, não mais parou de ler nem de escrever.
Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com "Demência" em novembro de 2011 e, em outubro de 2012, pela mesma chancela, "O Funeral da Nossa Mãe". 




Bibliografia

Entrevistas com a autora
As entrevista com a autora aparecem em vários blogs dedicados à literatura. Gostaria de indicar todos, mas para não falhar algum, escolhi a publicação da Alfarroba, editora dos livros da autora, na qual estão registadas duas entrevistas muito interessantes.



Para saber mais sobre a Célia Correia Loureiro procure em:
Blog - Castelos de Letras


"Mensagem aos leitores"


sábado, 1 de dezembro de 2012

Recomendo - novembro de 2012

É com imenso prazer que este mês escolho um livro português como o melhor do mês.
"O funeral da nossa mãe" de Célia Correia Loureiro. Maravilhoso, recomendo vivamente!


Ver opinião aqui

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O funeral da nossa Mãe - Opinião

SINOPSE: "Quando Carolina Alves se suicida, aos 58 anos, deixa um último pedido: o de que as suas três filhas se reúnam no seu funeral, na pequena povoação (fictícia) de Vila Flor, Alto Alentejo.Quer que participem na festa em honra da padroeira da mesma, pondo de lado o decoro esperado de três órfãs.

Luísa emigrou para França, é viciada em trabalho e despreza o seu passado. Praticamente jurara não voltar a pisar a vila da sua infância. Cecília, recentemente casada, é pianista de fama relativa e acabara de se mudar definitivamente para Vila Flor. Inês, que dedica a sua juventude às causas políticas, mal recorda um pai de quem se vai falar bastante e que morreu num trágico acidente de carro em vésperas de Natal...

Com a ajuda de Elisa, única irmã de Carolina, vão desvendar ao longo de quatro dias o passado inesperado da mãe, que não é bem aquilo que tinham julgado, e que cometeu um acto indesculpável para prender, há trinta e oito anos atrás, aquele que viria a ser o pai das suas três filhas..."


A minha opinião

Como já sabem sou uma leitora cheia de curiosidade acerca do que se escreve em Portugal. É com muita pena minha que não consigo ler mais ainda, por falta de tempo, pela profissão e família que me absorve e pela falta de verba para os livros, que são cada vez mais produtos de luxo no nosso país, infelizmente!
Fui uma das primeiras leitoras de “Demência”, o primeiro livro da Célia. Foi uma surpresa e uma certeza de que estava perante uma escritora de mão cheia, que está em crescimento e que ainda nos vai dar muito mais. Aguardava com expetativa este segundo livro, porque já era muito falado no Goodreads, porque sabia que a ação decorreria no “meu” Alentejo e porque era um novo livro da autora.
A leitura não me dececionou, muito pelo contrário, só veio confirmar as minhas certezas, certezas que se prendem com o facto de estarmos perante uma magnífica escritora, uma contadora de histórias que nos prendem do princípio ao fim da narrativa. Adoro romances e os livros da autora preenchem todas as minhas exigências nesse campo, com a vantagem de serem nossos, de nos tocarem, de serem bocadinhos de nós, de serem “histórias de alguém” de serem as nossas histórias.
A narrativa que alterna entre o passado e o presente de três irmãs que se juntaram no funeral da mãe é extremamente marcante, profunda, cheia de segredos estranhos, mas reais, nada previsíveis e que influenciaram a vida de uma família e de algumas pessoas em redor. Três irmãs diferentes, a mais velha com uma personalidade bem marcada, forte e independente; a do meio mais romântica, apaixonada e tolerante e a mais nova esquiva, desconfiada, insegura. Três irmãs iguais na profundidade dos sentimentos e na vontade de saberam mais sobre o seu passado para entenderem o presente. Estas personalidades foram moldadas pelas vivências de cada uma, pela relação com os seus progenitores, pela forma de se sentiram ou não amadas.  As escolhas dos seus pais traçaram o caminho da família de forma intensa e por vezes quase cruel. Foram pais que se amaram muito, mas que não souberam demonstrar esse amor de forma a transmitir segurança às suas filhas, foram pais que por vezes não souberam perdoar-se de forma clara e aproveitar a tão curta vida que tiveram. No entanto, e após desvendados os segredos, estas irmãs conseguiram fazer as suas escolhas, perdoar ou compreender e seguir em frente sem receios.
Narrativa impecável, personagens bem estruturadas, estória bem conseguida, fazem deste livro um livro a não perder. Adorei o contexto da história, no Alentejo, no distrito de Portalegre, aqui à porta de casa. Passeei por Vila Flor, como se ela existisse realmente, estive em todos os lugares referenciados e adorei que o piano tivesse sido comprado em Sousel, onde vivo. Esta palavrinha, no meio da narrativa encheu-me de orgulho! Até parecia que eu fazia parte da estória, que estava lá também.
Para finalizar, tenho uma só pergunta a fazer: Quando sai o próximo?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Recomendo - maio de 2012

Este mês li vários livros, 5 dos quais considero muito bons.

Livro - José Luís Peixoto
A rapariga que roubava livros - Markus Zusak
Demência - Célia Correia Loureiro
O quarto de Jack - Emma Donoghue
A cor púrpura - Alice Walker




Escolhi este para ser o Livro do Mês, por ser o 1º livro de uma jovem autora portuguesa cheia de talento!


Ver opinião aqui

terça-feira, 8 de maio de 2012

Demência - Opinião

SINOPSE: "No seio de uma aldeia beirã, Olímpia Vieira começa a sofrer os sintomas de uma demência que ameaça levar-lhe a memória aos poucos. A única pessoa que lhe ocorre chamar para assisti-la é a sua nora viúva, Letícia. Mas Letícia, que se faz acompanhar das duas filhas, tem um passado de sobrevivência que a levou a cometer um crime do qual apenas a justiça a absolveu.
Perante a censura dos aldeões, outrora seus vizinhos e amigos, e a confusão mental da sogra, Letícia tenta refazer-se de tudo o que perdeu e dos erros que foi obrigada a cometer por amor às filhas. O passado é evocado quando Sebastião, amigo de infância de Olímpia, surge para ampará-la e Gabriel, protagonista da vida paralela que Letícia gostaria de ter vivido, dá um passo à frente e assume o seu papel de padrinho e protector daquelas três figuras solitárias…"


A autora
Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí, não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com este “Demência”, terminado em 2011. Explora temáticas actuais através de um olhar sobre o ombro à história nacional, intercalando frequentemente nos seus enredos uma actualidade dispersa com um passado romanceado e justificativo. Afirma que as histórias que conta não são a história de ninguém, mas que serão certamente a história de alguém.
Goodreads

Book Trailer



 
A minha opinião

Gosto de ler autores portugueses, e há-os tão bons! Gosto de ler os novos autores, pois sem leitores e oportunidades não os há! Gosto de ler sobre a nossa terra, as nossas raízes, a nossa identidade! Gosto de ler em português!

Quando adquiri o livro, à própria autora, foi com a intenção de contribuir para o “abrir de portas” a quem é novo, foi porque o título e a sinopse me despertaram interesse e foi por pura curiosidade acerca da jovem que enveredou por um tema que considero muito difícil. Por vezes, antes de ler um livro, procuro algumas opiniões, com este aconteceu precisamente o contrário, não me quis influenciar.

Logo nas primeiras páginas senti que o tema era realmente doloroso e difícil e a autora não o temeu! À demência juntou ódio, violência doméstica, assassinato, culpa, arrependimento, amizades, diferentes tipos de amor; tudo isto centrado numa pequena aldeia beirã, envolta nas suas realidades, julgamentos, rancores e perdões.
É um livro que tem como base principal o amor das mães pelos seus filhos e tudo o que são capazes de fazer por eles, incondicionalmente.

Da história, não vou falar mais, pois considero-a demasiado boa, logo devem lê-la para comprovarem. No entanto, tenho alguns pontos que não posso deixar de referir. Sou professora e sei que não seria possível uma “colocação na escola” do tipo da descrita, mas aceito pois estou a ler ficção. Fiquei sensibilizada com a descrição da autora, em relação às turmas com vários níveis no primeiro ciclo, e às dificuldades inerentes a essa situação. Seria tão bom que pudéssemos resolver este problema da mesma forma que o Gabriel o resolveu. Teríamos certamente escolas mais autónomas, na verdadeira acessão da palavra, podendo chegar a todos os alunos da forma que eles merecem. A escrita da autora surge-nos de forma fluída, simples e arrebatadora, ainda que no início pareça um pouco complicada (talvez devido à estrutura frásica usada). No entanto, foi aperfeiçoada claramente ao longo da narrativa. No geral, a escrita, a alternância passado/presente e o esmiuçar de sentimentos tão dispares, tornam o livro tão intenso que prende o leitor sem qualquer reserva. Senti a autora crescer com o desenrolar da história, senti a sua segurança criar raízes, senti a autora nascer e afirmar-se no panorama literário sem precisar de “enfeites”, porque tem talento.

É um livro fantástico, bem escrito e com uma história que nos arrebata. Foi uma enorme surpresa, não esperava tanta intensidade na narrativa e tanta profundidade de sentimentos e conhecimentos por parte de alguém tão novo. As personagens e os acontecimentos ficam tão vincados na nossa memória, entranham-se tanto na nossa mente que até parecem verdadeiros, ficam connosco e acompanham-nos para lá do livro.

Concluindo, antevejo um futuro promissor para esta autora!
Estou à espera do próximo livro, ansiosamente!

Etiquetas

"Francisco Maria" (2) Abbi Glines (1) Abigail Barnette (1) Afonso Cruz (31) Agatha Christie (3) Alan e Irene Brogan (2) Aldous Huxley (1) Alex Flinn (1) Alexandra Torres (1) Alexandre Honrado (4) Algernon Blackwood (1) Ali Shaw (1) Alice Hoffman (2) Alice Sebold (1) Alison Lucy (1) Ally Condie (1) Alvaro Giesta (10) Álvaro Magalhães (4) Alves Redol (2) Alyson Noël (6) Alyson Richman (1) Amy Hatvany (1) Ana C. Nunes (1) Ana Domingos (2) Ana Isabel Fonseca (1) Ana Punset (2) Ana Soares e Bárbara Wong (2) Anderson Cavalcante (1) André da Loba (2) André Letria (2) Andréa Del Fuego (1) Andrea Hirata (2) Andreia Ferreira (4) Andrew Davidson (1) Andy Jones (2) Anita Notaro (1) Anita Shreve (3) Ann Brashares (2) Anna Elliott (1) Anna Godbersen (1) Anna McPartlin (6) Anne Bishop (7) Anne Fortier (1) Anne Holt (1) Anne Tyler (1) Annie Barrows (2) Annie Murray (1) Antonio G. Iturbe (1) António Gedeão (1) António Lobo Antunes (1) António Mota (4) António R. Madureira (10) António Torrado (4) Aprilynne Pike (4) Arnaldur Indriðason (1) Art Spiegelman (1) Ary dos Santos (4) Audrey Niffenegger (1) Autores (38) Ayelet Waldman (1) Balanço (11) Barbara Bretton (1) Beatriz Lima (2) Bella Andre (5) Ben Schrank (1) Blake Crouch (1) Blog da semana (174) BlogRing (24) BookClub (13) Boris Starling (1) Bram Stoker (1) Bridget Asher (1) Brunonia Barry (1) C. L. Parker (1) C. W. Gortner (4) Camilla Lackberg (2) Capas Estrangeiras (36) Capas vs Capas (346) Carina Rosa (4) Carla M. Soares (9) Carlos Drummond de Andrade (1) Carlos Ruiz Zafón (1) Carolina Cordeiro (2) Cassandra Clare (2) Catarina Araújo (1) Catherine Anderson (2) Catherine Dunne (1) Catherine McKenzie (2) Cathy Kelly (1) Cecelia Ahern (2) Célia Correia Loureiro (11) Charlaine Harris (7) Charlotte Brontë (4) Cheryl Holt (3) Chiado Editora (1) Chris Priestley (2) Christine Feehan (1) Clarice Lispector (1) Colleen McCullough (1) Cornelia Funke (1) Crianças a Ler (79) Cristina Caboni (1) Cristina Cebola (10) Cristina Malaquias (3) Cristina Torrão (2) Curiosidades (2) Cynthia Hand (2) Dan Brown (1) Dan Wells (1) Daniel Glattauer (1) Daniel Silva (3) Danuta Wojciechowska (2) Daphne Du Maurier (1) David Baldacci (2) David Menasche (1) David Mourão Ferreira (1) David Nicholls (1) David Walliams (1) Debbie Macomber (2) Deborah Harkness (1) Deborah Levy (1) Deborah Smith (3) Denise Linn (1) Desabafos (5) Diana Gabaldon (1) Diana Palmer (1) Diane Chamberlain (2) Diane Setterfiel (1) Divulgação (43) Domingos Amaral (1) Donato Carrisi (1) Dora Levy Mossanen (1) Dorothy Koomson (5) E. L. James (2) E. Lockhart (1) E. S. Tagino (1) Eileen Goudge (2) Elin Hilderbrand (2) Elizabete Cruz (1) Elizabeth Adler (5) Elizabeth Berg (1) Elizabeth Chadwick (3) Elizabeth H. Winthrop (1) Elizabeth Hoyt (1) Elizabeth Smart (1) Elle Kennedy (3) Ellen Sussman (1) Emma Chase (3) Emma Donoghue (2) Emma Healey (1) Emma Wildes (8) Enrique Moriel (1) Eric Frattini (2) erik axl sund (3) Eva Stachniak (2) Eve Berlin (1) F. Scott Fitzgerald (1) Fábio Ventura (2) Fabio Volo (2) Fátima Lopes (2) Fátima Marinho (7) Fatima Mernissi (1) Fay Weldon (1) Federico Moccia (1) Fern Michaels (2) Fernando Alagoa (1) Fernando Namora (1) Fernando Pessoa (6) Filhotas (9) Filipa Fonseca Silva (1) Flávio Capuleto (3) Florbela Espanca (3) Florencia Bonelli (4) Francisco Azevedo (2) Francisco Salgueiro (1) Frank Baum (1) Franz Kafka (1) Fred Vargas (1) Gabriele Picco (2) Gabrielle Kimm (1) Gail Caldwell (2) Gayle Forman (1) George Orwell (1) George R. R. Martin (3) Gilles Legardinier (1) Gillian Flynn (1) Gillian Shields (1) Glenn Meade (1) Graham Joyce (2) Graham Moore (1) Grégoire Delacourt (2) Guillaume Musso (2) Hans Rosenfeldt (1) Haruki Murakami (1) Helena S. Paige (1) Henning Mankell (2) Henrique Cayatte (2) Herbjørg Wassmo (1) Hilary Boyd (1) Ildefonso Falcones (1) Ilse Losa (4) Ilustradores (13) Imagens (9) Inês de Santar (1) Inês Maia (1) Isabel Allende (1) Isabel Ricardo (1) Isabel Stilwell (1) J. A. Redmerski (2) J. C. Reed (1) J. D. Robb (3) J. K. Rowling (1) J. R. Ward (20) J.D. Salinger (1) Jacqueline Carey (1) James Bowen (1) James Dashner (1) James Patterson (4) James Thompson (3) Jamie Ford (1) Jamie McGuire (1) Jan Goldstein (1) Jane Austen (1) Jane Hamilton (1) Jean Sasson (3) Jennifer Armentrout/J. Lynn (1) Jennifer Armintrout (1) Jennifer Echols (1) Jennifer Haymore (1) Jennifer Lynch (2) Jennifer Niven (1) Jess Michaels (1) Jéssica As Inácio (1) Jessica Sorensen (1) Jessica Thompson (3) Jill Mansell (5) Joakim Zander (2) Joana Miranda (1) Joanna Rees (1) Joanne Harris (2) João Pedro Marques (1) João Ricardo Pedro (2) Joaquim Fernandes (2) Joël Dicker (1) John Boyne (2) John Greene (3) John Verdon (1) Jojo Moyes (10) Jorge Santos (1) José Guerra (2) José Jorge Letria (4) José Luís Peixoto (9) José Manuel Saraiva (2) José Rodrigues dos Santos (4) José Saramago (4) Josephine Angelini (2) Jude Deveraux (3) Judy Blume (1) Julia London (1) Julia Quinn (11) Julian Barnes (2) Julie Cross (2) Julie Garwood (1) Julie Lawson Timmer (1) Juliet Marillier (4) Juliette Fay (1) Júlio Dinis (1) Júlio Magalhães (4) K. O. Dahl (1) Kanae Minato (2) Karen Marie Moning (11) Karen Rose (1) Karin Slaughter (1) Katarina Bivald (2) Kate Morton (6) Kate Pearce (4) Katherine Applegate (2) Katherine Webb (1) Kathryn Stockett (1) Keith Donohue (1) Ken Follett (2) Kerstin Gier (2) Khaled Hosseini (3) Kim Harrison (1) Kristin Hannah (1) Kristin Harmel (1) L. C. Lavado (9) L. Marie Adeline (1) Lara Adrian (11) Laura Dave (2) Laura Esquível (1) Laura Kinsale (1) Laura Lee Guhrke (3) Laurelin Paige (1) Laurell K. Hamilton (6) Lauren DeStefano (3) Lauren Kate (3) Lauren Weisberger (1) Lesley Pearse (11) Letras Portuguesas (25) Liane Moriarty (2) Libba Bray (2) Liliana Lavado (1) Linda Carlino (2) Linda Howard (3) Lisa Gardner (1) Lisa Genova (1) Lisa Kleypas (6) Livro do mês (54) Louisa May Alcott (1) Luanne Rice (2) Lucinda Riley (2) Lucy Dillon (1) Luís Abreu (1) Luís Miguel Rocha (1) Luís Sepúlveda (1) Luís Sequeira Lopes (1) Luísa Beltrão (1) Luísa Castel-Branco (5) Luisa Ducla Soares (4) Luisa Weiss (1) Lygia Fagundes Telles (1) M. L. Castro (1) M. L. Stedman (2) M. R. Carey (2) M.R. Carey (1) Madalena Matoso (2) Madeline Hunter (2) Maeve Haran (1) Malala Yousafzai (1) Manuel Alegre (2) Manuel Alves (2) Manuela Bacelar (2) Marc Levy (5) Marek Halter (1) Margaret George (1) Margaret Graham (1) Margarida Pizarro (1) Margarida Rebelo Pinto (3) Mari Jungstedt (1) Maria Alberta Menéres (4) María Dueñas (3) Maria Helena Maia (1) Maria Helena Ventura (3) Maria Keil (2) Maria Lamas (2) Maria Luísa Castro (1) María P Q del Hierro (1) Marian Izaguirre (2) Marina Fiorato (1) Mario Vargas Llosa (2) Mário Zambujal (1) Marion McGilvary (1) Marion Zimmer Bradley (2) Markus Zusak (2) Marta Spínola (2) Martin Suter (1) Mary Ann Shaffer (2) Mary Balogh (2) Mary Higgins Clark (1) Mary Loudon (1) Mathias Malzieu (1) Matilda Wright (2) Matilde Asensi (1) Matilde Rosa Araújo (4) Matt Haig (1) Matthew Quick (1) Maya Banks (3) Meg Cabot (2) Megan Hart (2) Megan Maxwell (3) Melissa Hill (2) Menna Van Praag (1) Michael Baron (2) Michael Hjorth (3) Miguel Esteves Cardoso (1) Miguel Sousa Tavares (2) Mitch Albom (1) Monica McCarty (1) Monica Murphy (3) Muriel Barbery (2) Música (25) Nancy Thayer (2) Natasha Solomons (1) Neil Gaiman (1) Neil Lochery (1) Nicholas Sparks (6) Nicky Pellegrinno (1) Nicole Jordan (2) Nina Sankovitch (1) Noelia Amarillo (1) Nora Roberts (11) Nós Poetas Editamos (1) Novidades (25) Nuno de Freitas (1) Nuno Markl (2) Olinda P. Gil (4) Olívia Darko (1) Opinião (467) Opiniões da Filipa (100) Opiniões da Margarida (47) Opiniões da Vera (84) Orhan Pamuk (1) P. C. Cast (3) P. C. Cast e Kristin Cast (9) Palavras rasgadas (21) Paloma Díaz-Mas (1) Passatempos (90) Pat R (2) Patricia Briggs (2) Patrícia Carreiro (1) Patrícia Madeira (3) Patrícia Reis (1) Patricia Scanlan (4) Patricia Wood (1) Patrick Modiano (2) Patrick Rothfuss (1) Patrick Süskind (1) Paula Hawkins (2) Paula Santos (1) Paullina Simons (4) Pearl S. Buck (3) Pedro de Freitas Branco (1) Pedro Jardim (1) Penguin Random House (6) Pepetela (1) Philippa Gregory (3) Pierre Lemaître (2) Plb (5) Poesia (95) Possidónio Cachapa (1) R. J. Palacio (2) Rachel Caine (1) Rachel Hawkins (2) Rachel Joyce (1) Rainbow Rowell (2) Ransom Riggs (1) Raymond E. Feist (1) Raymond Feist (1) Rebecca Beltrán (1) Rebecca Béltran (1) Renée Knight (2) Rhidian Brook (1) Ricardo Alberty (3) Ricardo Amaral (1) Ricardo Martins Pereira (1) Ricardo Tomaz Alves (2) Richard Doetsch (1) Richard Harvell (1) Richard Hewitt (1) Richard Zimler (1) Richelle Mead (5) Rick Yancey (1) Rita Leston (1) Robin Nobb (1) Roger R. Talbot (1) Romana Petri (2) Rosa Lobato de Faria (2) Rosa Luna (1) Rosa Solidão (14) Rosamund Lupton (2) Rose Tremain (1) Rosie Thomas (1) Rui Zink (1) Ruta Sepetys (2) Rute Canhoto (3) Rute Reimão (2) Rute Silva Correia (1) Ruth Cardello (5) S. B. Hayes (1) Sadie Matthews (5) Samantha Hayes (1) Samantha Young (1) Sandra Brown (5) Sandra Fernandes (9) Santa Montefiore (1) Sara Farinha (1) Sara Gruen (1) Sara Rodi (1) Sarah Addison Allen (1) Sarah Dunant (2) Sarah MacLean (1) Sarah Pekkanen (3) Scott Westerfeld (2) Segredo dos Livros (69) Selinhos (18) Sharon Dogar (1) Shayla Black (1) Sheila Norton (2) Sherrilyn Kenyon (16) Sherry Thomas (2) Sidney Sheldon (1) Silvia Avallone (1) Sílvia Ferrante (1) Simone Elkeles (1) Sonali Deraniyagala (1) Sophia CarPerSanti (1) Sophia de Mello Breyner Andresen (4) Sophie Hannah (1) Sophie Jordan (2) Sophie Kinsella (2) St. John Greene (1) Stephen King (1) Stephenie Meyer (1) Stieg Larsson (1) Susana Esteves Nunes (1) Susanna Kearsley (5) Suzanne Collins (5) Sveva Casati Modignani (4) Sylvain Reynard (2) Sylvia Day (5) Sylvia de Béjar (1) T J Brown (1) Taiye Selasi (1) Tamara Ireland Stone (1) Tânia Ganho (5) Tânia Laranjo (1) Tara Hyland (1) Tara Moore (1) Taylor Stevens (1) Teixeira de Pascoaes (1) Teresa J. Rhyne (1) Teresa Lima (2) Teresa Medeiros (1) Terry Goodkind (1) Therese Fowler (2) Thomas Wheeler (1) Tiago Rebelo (2) Tom Wright (1) Toni Maguire (1) Tore Hayden (1) Tracey Garvis Graves (1) Tracy Chevalier (1) Trisha Ashley (1) valter hugo mãe (6) Vanessa Fidalgo (1) Vasco Ricardo (1) Veronica Roth (5) Victoria Hislop (1) Videos (6) Vieira Calado (6) Vina Jackson (1) Virginia Woolf (1) Vitor Frazão (2) Will Schwalbe (1) Yara Kono (2) Yrsa Sigurdardottir (1) Zeca Afonso (1) Zibia Gasparetto (5) Zulmira Baleiro (1)