SINOPSE: "Morreste-me,
texto que deu a conhecer o jovem escritor José Luís Peixoto, é uma obra
intensa, avassaladora e comovente: é o relato da morte do pai, o relato
do luto, e ao mesmo tempo uma homenagem, uma memória redentora. Um livro de culto há muito tempo indisponível no mercado português."
A opinião da Filipa
Este livro tem 60 páginas. 60 páginas que são uma montanha russa de emoções. É um livro poderoso e precioso. Quem
já sentiu uma perda significativa na vida, quem já perdeu alguém que
lhe era muito querido vai identificar-se perfeitamente com esta
preciosidade. A quem isto felizmente ainda não aconteceu, vai
prepará-lo para isso e um dia vai lembrar-se da leitura deste livro
quando passar por essa experiência que nos marca, penso eu, para
sempre... É um livro para chorar do início ao fim. Este livro dói. É doloroso de se ler. José Luís Peixoto fala-nos afinal, da morte do pai. Não é uma leitura fácil. Tive que o interromper algumas vezes para respirar fundo. O autor experienciou das perdas que mais nos doem e transpôes esse sentimento na perfeição. Ouviu-se a ele próprio, ouviu-nos, chorou e chorou connosco e, mais tarde criou este presente para nós. Obrigada José Luís Peixoto.
SINOPSE:"A infância, o Alentejo, o
amor, a escrita, a leitura, as viagens, as tatuagens, a vida. Através
de uma imensa diversidade de temas e registos, José Luís Peixoto escreve
sobre si próprio com invulgar desassombro. Esse intimismo, rente à
pele, nunca se esquece do leitor, abraçando-o, levando-o por um caminho
que passa pela ternura mais pungente, pelo sorriso franco e por aquela
sabedoria que se alcança com o tempo e a reflexão. Este é um livro de
milagre e de lucidez. Para muitos, a confirmação. Para outros, o acesso
ao mundo de um dos autores portugueses mais marcantes das últimas
décadas."
A minha opinião
Este
livro é composto por vários textos escritos ao longo de uma década e já
publicados na sua maior parte, por isso alguns revi, outros nem por isso.
Peixoto oferece-nos, num registo praticamente autobiográfico, um pouco e um
todo de si próprio ao longo da sua infância, adolescência e vida adulta.
Oferece-nos abraços de palavras, de sentimentos e de sorrisos.
As
histórias transportaram-me para a minha infância. Num contexto muito similar
fui guiada numa reflexão bastante profunda, sorri, recordei. Fiquei a conhecer
mais um pouco do autor, da sua forma de pensar, senti que caminhava com ele
lado a lado, que partilhava das suas alegrias, que ouvia as suas histórias,
sentada ali mesmo, ao seu lado a ouvir a sua voz, a abraçar a sua vida, os seus
sonhos e os seus sentires. Recordei o ser criança, aprofundei o meu crer no
valor infinito da família, abracei as recordações, vivi de novo. Enfim, senti
que de qualquer forma fazia parte das histórias e da vida que foi vivida.
Há
textos menos profundos, mas não menos importantes e cativantes. Pensei ser um
livro de textos autónomos, mas enganei-me. Todos estão interligados, há um fio
condutor que os liga e que lhes dá um sentido muito profundo, um fio que os
abraça e une de forma única, esse fio é o sentimento. Não
quero deixar de destacar os textos, para mim muito especiais, escritos a partir de
romances de Lispector, Rulfo e Dostoiévski. São simplesmente maravilhosos!
Um dos meus autores de culto, por isso tenho dito!
“Se te quiserem
convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado,
impossível é não teres voz. (…) Temos direito à esperança. Esta vida
pertence-nos.“
(Excerto que me fez refletir dentro do contexto da crise
atual.)
"Às vezes esqueço-me de que
posso morrer todos os dias."
(Às vezes tenho que me recordar que devo viver
todos os dias.)
Mais um escritor português a ser distinguido no estrangeiro.
Como sabem José Luís Peixoto é um dos meus autores de eleição. Se me permitem tratá-lo menos formalmente, deixem-me dizer-lhe: Parabéns José Luís!
«O escritor português, de 38 anos, venceu a primeira edição do Prémio Salerno Livro d’Europa, em Itália, com a obra "Livro", publicado em Portugal pela Quetzal, em 2010.
O romance, recentemente publicado em Itália pela Einaudi, foi o escolhido entre outros quatro títulos finalistas, de autores europeus com menos de 40 anos.
O júri que decidiu o prémio, com um valor pecuniário de 5 mil euros, foi “constituído por 50 leitores e 50 personalidades ligadas ao meio editorial italiano”, esclarece em comunicado a Quetzal.
José Luís Peixoto(n. Galveias, Ponte de Sor, 1974) afirmou-se “contente” por ter sido o primeiro distinguido com o prémio italiano. Em declaração à Agência Lusa, o escritor disse que “as notícias destes prémios correm sempre bem”. E acrescentou: “Foi muito bom [ter sido reconhecido], tanto mais que este foi um livro muito importante para mim. É um livro que parte de um tema que é sensível de tratar, e que para mim foi um pouco ambicioso abordar porque não o vivi, que é a emigração para França, e dessas migrações que tocaram muito as pessoas”. Num período em que os portugueses voltam a projectar o seu futuro passando pela emigração, o escritor referiu que Livro “tem infelizmente essa actualidade”.
Livro foi também finalista do Prémio Femina, atribuído em França. E Cemitério de Pianos (2006) está na primeira lista do Prémio Impact Dublin, a que concorrem obras publicadas em língua inglesa, nomeadas por livreiros de todo o mundo.
José Luís Peixoto venceu em 2001 o Prémio Saramago com o romance Nenhum Olhar, e foi depois também distinguido com os prémios Daniel Faria e Cálamo Outra Mirada, ambos em 2008.
O Prémio Salerno Livro d’Europa teve agora, como outros finalistas, a francesa Jakuta Alikavazovic (autora de La Bionda e il Bunker, na tradução italiana), o suíço romanche Arno Camenisch (Dietro la Stazione), o italiano Paolo Di Paolo (Mandami Tanta Vita) e a alemã Judith Schalansky (Lo Splendore Casuale delle Meduse).»
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, Ponte de Sor, no dia 4 de setembro de 1974. É um escritor, narrador, poeta e dramaturgo português, dos mais destacados do início do século XXI.
É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (inglês e alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Antes de dedicar-se profissionalmente à escrita em 2000, trabalhou como professor em Cabo Verde e em várias cidades de Portugal.
Pode considerar-se que a sua obra se encontra alicerçada no género romanesco, mas tem publicado poesia, teatro e prosa em diversos géneros. Recebeu o Prémio Jovens Criadores (área de literatura) nos anos de 1997, 1998 e 2000.
Em 2001, o seu romance «Nenhum Olhar» recebeu o Prémio Literário José Saramago.
Está representado em diversas antologias de prosa e de poesia nacionais e estrangeiras. Em 2001, publica «A Criança em Ruínas», o seu primeiro livro de poesia. Com edições sucessivas, depressa atinge os 15 mil exemplares vendidos - número muito invulgar para um primeiro livro de poesia.
É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras (Time Out, Jornal de Letras, Visão). Em 2005, escreveu as peças de teatro «Anathema» (estreada no Theatre de la Bastille, Paris) e «À Manhã» (estreado no Teatro São Luiz, Lisboa).
Em 2006, publicou o romance «Cemitério de Pianos». Em 2007, em Saragoça, este romance recebeu o Prémio Cálamo - Otra Mirada, atribuído ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha nesse ano.
Em 2007 estreou a peça «Quando o Inverno Chegar», no Teatro São Luiz, em Lisboa. «Nenhum Olhar» (publicado no Reino Unido sob o título «Blank Gaze») fez parte da lista do Financial Times dos melhores livros publicados em Inglaterra em 2007.
Os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, República Checa, Roménia, Croácia, Bielorrússia, Polónia, Brasil, Grécia, Reino Unido, Estados Unidos, Hungria, Israel, etc. Estando traduzidos num total de 20 idiomas e sendo distribuídos em mais de 60 países. Os seus romances são publicados em algumas das editoras mais prestigiadas do mundo, como é o caso da Bloomsbury (Reino Unido), Doubleday/Random House (Estados Unidos), Grasset e Folio/Gallimard (França), Einaudi (Itália), Record e Companhia das Letras (Brasil), entre outras.
Em 2008, após a edição de «Nenhum Olhar» nos Estados Unidos (sob o título «The Implacable Order of Things», este romance foi integrado na seleção semestral "Discover Great New Writers" das livrarias Barnes & Noble, sendo o único romance em língua estrangeira a fazer parte dessa lista, o que lhe facultou uma exposição excepcional na maior cadeia de livrarias dos Estados Unidos e do mundo.
Interessante o comentário dos críticos franceses em relação ao romance Cemitério de pianos: 'O romance de José Luís Peixoto é uma proeza literária servida de uma escrita com nervos à flor da pele, de lágrimas e de sensibilidade. Folio/Gallimard editora
«Cemitério de Pianos» recebeu o Prémio Literário Cálamo, em Saragoça, entre ao melhor romance traduzido publicado em Espanho no ano 2007. Em 2009, foi um dos 10 finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura.
O Município de Ponte de Sor criou um prémio literário com o nome de José Luís Peixoto para jovens autores.
Em 2008, o seu livro de poesia «Gaveta de Papéis» recebeu o Prémio de Poesia Daniel Faria.
Em 2009, Os livros «Morreste-me» e «Gaveta de Papéis» são publicados em braille. Em 2011, «Nenhum Olhar» é publicado em braille.
Os seus livros têm tido referências críticas em publicações internacionais de referência como: The Independent, The Guardian, Times Literary Suplement, Esquire, Monocle, Metro, Time Out New York, San Francisco Chronicle, El País, El Mundo, ABC, Le Figaro, Le Monde, La Reppublica, Corriere de la Sera, L'Unità, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, etc.
Em 2010 publica «Livro», em 2011 «Abraço» e em 2012 a primeira obra sobre viagens «Dentro do segredo» e a primeira obra de Literatura Infantil «A mãe que chovia».
Obras Publicadas
Ficção
2000 - Morreste-me
2000 - Nenhum Olhar
2002 - Uma Casa na Escuridão
2003 - Antídoto
2006 - Minto Até ao Dizer que Minto (distribuído apenas com a revista Visão)
2006 - Cemitério de Pianos
2007 - Hoje Não (distribuído apenas com a revista Sábado)
SINOPSE: "O protagonista do primeiro livro infantil de José Luís Peixoto é filho da chuva. Com uma mãe tão original, tão necessária a todos, tem de aprender a partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais importante: o amor materno. Através de uma ternura invulgar, de poesia e de uma simplicidade desarmante, este livro homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães."
"Tentou mexer as pernas, mas os joelhos bateram no tampo do caixão.
Calma, pensou. E sentiu uma chuva de serenidade a cair-lhe uniforme sobre o corpo deitado. As mãos perderam a forma. Pousou as pálpebras sobre os olhos. Seria de noite ou de dia? O seu tempo já não tinha noites ou dias. Naquele absoluto, naquele ar que se tornava sólido, o seu tempo era feito de instantes muito lentos. A velha Lubélia, velha, velha, esperava por eles, aceitava-os." (Pág. 161)
In Livro de José Luís Peixoto
Não resisto a deixar aqui mais uns apontamentos.
"Apagava-se a despedida, a falta dissolvia-se.”
"...sombras de hera que se atiravam pelo muro..."
"A terra respirava."
"...uma vírgula iniciara o percurso em direção ao seu útero."
"Tinha o silêncio diante de si..."
“Prefiro ignorar aquilo que toda a gente está a ler. Para o bem e para o mal, tenho tempo. Acalento a imagem de leitor solitário, único leitor de páginas que as multidões já esqueceram. Concedo-me o direito de fruir as minhas ilusões, se for por consciência, não é por ingenuidade.”
SINOPSE: "Este livro elege como cenário a extraordinária saga da emigração portuguesa para França, contada através de uma galeria de personagens inesquecíveis e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições e de um futuro com dupla nacionalidade. Avassalador e marcante, Livro expõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza, irónica, terna ou grotesca, da realidade. Através de histórias de vida, encontros e despedidas, os leitores de Livro são conduzidos a um final desconcertante onde se ultrapassam fronteiras da literatura. Livro confirma José Luís Peixoto como um dos principais romancistas portugueses contemporâneos e, também, como um autor de crescente importância no panorama literário internacional."
A minha opinião
Foi com enormes expetativas que parti para a leitura de mais um livro de José Luís Peixoto.
Não estava à espera de uma escrita fácil, porque a escrita deste autor não o é, assim como não são todas as escritas com cariz poético. Peixoto escreve sentimentos, emoções sem fim, alegria, tristeza raiva, amor, escolhas,…de uma forma poética muito própria e incomum. Para um autor tão novo é de louvar os seus conhecimentos e a forma de os transmitir. Transporta-nos para dentro dos livros, faz-nos viver/reviver momentos, mexe com todos os sentimentos possíveis e inquieta-nos.
Livro, está dividido em duas partes distintas, adorei a primeira e gostei da segunda. É um livro de personagens e não de personagem, todas elas são importantes no desenrolar da trama. Um livro que me surpreendeu pela originalidade, pela ousadia, é um livro dentro de um livro, diferente, com uma história simples, mas carregada de sentimentos, com técnicas que prendem o leitor de forma enérgica e interessante. Livro fala-nos de um livro, Livro é uma personagem, Livro é um livro que me seduziu!
Livro, só veio consolidar ainda mais a posição deste autor no panorama literário português. Tenho muito orgulho dos escritores que temos e um carinho muito especial por este porque cresceu aqui perto, no meu distrito.
Leiam, quem já conhece ficará encantado e quem resolver experimentar, não se irá arrepender!
O autor
Nasceu em 1974, em Galveias, concelho de Ponte de Sôr (Portalegre). É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Publicou, durante vários anos, textos de poesia e prosa no suplemento DN Jovem. Foi, durante alguns anos, professor do ensino secundário, tendo dado aulas na Lousã, em Oliveira do Hospital e na Cidade da Praia, em Cabo Verde. Vencedor do Prémio Jovens Criadores do Instituto Português da Juventude nos anos de 1998 e 2000, tinha já publicado, antes de Nenhum Olhar, vários conjuntos de poemas, nos cadernos Átis, e a ficção breve Morreste-me, dada à estampa em Maio de 2000, numa edição de autor rapidamente esgotada. Em Outubro de 2000 publicou, na Temas e Debates, o seu primeiro romance, Nenhum Olhar, que lhe valeu de imediato um largo reconhecimento da crítica, plenamente confirmado com o facto de ter vencido, no ano seguinte o Prémio José Saramago, da Fundação Círculo de Leitores, e foi considerado finalista para a atribuição de dois dos mais importantes prémios literários desse mesmo ano: o Grande Prémio de Romance e Novela da APE e o Prémio do Pen Club. Foram estes dois livros que, já traduzidos em quatro línguas e em negociação para várias outras, lhe garantiram o lugar que hoje ocupa como um dos jovens romancistas de maior destaque na Europa. O livro de poesia A Criança em Ruínas, lançado em 2001 e com edições sucessivas, constituiu um novo êxito de público e de crítica. O lançamento de Uma Casa na Escuridão (romance) e de A Casa, a Escuridão (poemas), feito em simultâneo em Outubro de 2002, é outro marco importante no percurso do autor, pela originalidade de uma ficção e de um livro de poemas que remetem para um mesmo e fortíssimo universo ficcional. Tendo representado Portugal em diversos eventos literários internacionais (Paris, Madrid, Frankfurt, Zagreb, entre outros), foi em 2002 o primeiro autor português convidado para a residência de escritores na Ledig House, em Nova Iorque. É colaborador regular de vários jornais e revistas como o DNA (Diário de Notícias), e o Jornal de Letras.