SINOPSE: «“Todos ficam sujos de sangue e há sempre alguém que morre.”
Este é o lema de Danton.
Filho de dois poderosos feiticeiros, inimigos de séculos, a existência de Danton é apenas mais um golpe de guerra entre os pais.
Criado e aperfeiçoado por Amauri e Goulart, é temido por todos, incluindo os próprios.
Em Lisboa, uma misteriosa Caixa detém um poder que a família Santa-Bárbara guarda há gerações.
Isadora é a última descendente de uma linhagem de Paladinos, herdeira solitária de um império cultural e um legado que desconhece. Ela e o tio, Garrett, são tudo o que resta para proteger este grande segredo.
Mas Danton está decidido que é chegada a hora do poder da Caixa lhe pertencer, e as vidas dos Santa-Bárbara vão alterar-se para sempre.
Feitiçaria, magia, segredos e uma história de amor inesquecível, percorrem alguns dos lugares mais conhecidos de Lisboa e a zona mais sinistra de Paris.
O passado colide com o presente e tudo acontece… mas não como todos esperam.
Pela escritora revelação da fantasia urbana portuguesa.
Uma história cativante que vai fazer as delícias dos leitores mais exigentes.»
A opinião da Filipa
Oh Liliana Lavado o que foste fazer. . . este livro foi daqueles que ao acabar de lê-lo fiquei a olhar para a palavra "FIM" durante uns segundos/minutos. . .
O livro, é um livro que apesar de consideravelmente grande, se lê num ápice. A escrita é tão envolvente, tão fluida e tão cativante que não se dá pelas páginas a passarem. A história, é tão brilhante, e ainda por cima passada aqui, em Portugal, ainda mais em Lisboa, com lugares que me são tão familiares que ao ler cada referência, me vinha logo à memória os exactos sítios que estavam a ser mencionados e ainda um outro que é muito importante para a história (O Mosteiro dos Jerónimos) que nunca visitei! Escusado será dizer que vou colmatar esta falha muito em breve. . .
Adorei cada personagem. Adorei os nomes escolhidos para as personagens: Isadora, Andrea, Danton, Pierre, Claude, Gigi, Anne, Goulart, Amauri, Garret, a D.Roberta, Armando, Émile, Maximilian. Penso que estão todos. Não sei porque gostei mas imprimem outro "gosto" à história. Até o sobrenome de Isadora: Santa-Bárbara. São sonantes e ficam bem no livro.
A personalidade destes. . . bem, digamos que tem muito que se lhe diga. Ninguém é bonzinho, ninguém é mauzinho ou. . . será que sim?
O livro está carregado de magia, carregado de diálogos com humor e ainda há espaço para histórias de amor, algumas até inacabadas. . .
Adorei a imaginação da autora quanto aos seres mágicos, as cenas estão tão bem descritas que eu visualizava com poucas palavras os cenários (por favor alguém que leia este livro e o adapte para cinema, por favor, por favor, por favor!).
A escrita é tão boa que, eu sentia as emoções dos personagens, sentia-me feliz mas também revoltada e triste, é de tal forma expressiva, que eu inclusive estive do lado dos maus. . .
Encheu-me de tristeza com o desaparecimento de duas personagens que adorava, mas que no fim valeram bem a pena este mesmo desaparecimento. . . necessário até. . .
Quanto ao final do livro. . . quase morria de susto nas páginas finais! Não queria acreditar no que estava a ler. . .
As personagens têm uma evolução fantástica desde o início até ao fim.
Temos desgostos, temos felicidade, temos orgulho inquebrável (ou quase), temos arrogância, temos violência, temos magia, temos aventura, temos muita acção, muitas revelações, muitos twists, temos sacrifícios, temos amor, temos ambição, temos poder, temos amizade, temos visitas ao passado, conhecemos recantos de Paris. . . isto tudo até ao fim. O fim em que finalmente temos acesso à caixa misteriosa que tanto foi cobiçada desde o início do livro. . .
Tenho ainda de referir uma característica da estrutura do livro, que para mim, é quase sempre fundamental para eu gostar dos livros, principalmente deste género. Capítulos pequenos e a acção nunca é quebrada. Temos sempre ritmo.
Tudo o que se pode dizer deste livro é que. . . nada é o que parece e. . . nada nem ninguém é assim tão simples. . .
Recomendo vivamente.
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