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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Luzes do Norte - Opinião

SINOPSE: "A vila de Lunacy é a última chance para Nate Burke. Como polícia em Baltimore, assistiu à morte do colega na rua, e a culpa ainda o persegue. Sem mais nenhum lugar para onde ir, aceita a função de Chefe da Polícia nessa pequena e remota vila do Alasca. Quando começa a perguntar-se se a mudança não terá sido um grande erro,
um beijo imprevisto e arrebatador na passagem do ano, levanta o seu espírito e convence-o a ficar mais tempo.
Meg Galloway, nascida e criada em Lunacy, está habituada à solidão. Era apenas uma jovem quando o seu pai desapareceu e teve de aprender a ser independente, pilotando a sua pequena avioneta e vivendo nos arredores da vila na companhia dos seus huskies.
Depois do beijo ao novo Chefe da Polícia, permite-se ceder à paixão. E, agora, as coisas em Lunacy começam a aquecer. Há alguns anos, numa das majestosas montanhas que sombreiam a vila, ocorreu um crime que nunca foi resolvido e Nate suspeita que o assassino continua em Lunacy. A sua investigação vai desenterrar segredos e suspeitas, bem como trazer ao de cima o instinto de sobrevivência que fez dele um dos
melhores polícias em Baltimore. O que ele não podia saber é que a sua descoberta vai ameaçar a nova vida e o novo amor..."

A opinião da Vera

Este livro despertou a minha curiosidade inicialmente, pela zona geográfica em que decorre a acção e, como adoro viagens e os livros também nos proporcionam isso, foi uma excelente forma de conhecer melhor a diferente realidade do Alasca. Na sua capacidade descritiva, a autora foi sublime, fazendo-me viajar até aquelas montanhas a perder de vista, ao coração do frio cortante e ao aconchego das gentes da vila de Lunacy.

O estilo é o de Nora Roberts: viciante, divertido, com suspense q.b. e quase sempre inesperado no final.

A acção principal decorre entre o policia Nate, que se mudou de Baltimore para a vila de Lunacy (Alasca) para tentar ultrapassar o trauma da perda do colega de equipa, e Meg que vive perto da vila, numa cabana, juntamente com os seus cães, e cuja independência e espírito livre foram uma delícia para mim. 

As coisas complicam-se quando Nate tem que desvendar um crime que ocorreu 16 anos antes, nas montanhas Sem Nome e os fenómenos surpreendentes não param de aparecer.
Nada é o que parece e já ninguém sabe em quem confiar.
Um final bem construído e personagens interessantes fazem deste livro uma leitura bastante interessante, a qual recomendo.

 

terça-feira, 8 de março de 2016

O gosto proibido do gengibre - Opinião

SINOPSE: "1986. Henry Lee, um americano de ascendência chinesa, junta-se a uma multidão que se encontra à porta do Hotel Panama, outrora o ponto de encontro da comunidade japonesa de Seattle. O hotel esteve entaipado durante décadas, mas a sua nova proprietária descobriu na cave poeirenta os pertences das famílias japonesas que, após o ataque a Pearl Harbor, foram enviadas para campos de internamento. Quando uma sombrinha de bambu é exibida, Henry recua quarenta anos e recorda Keiko, uma jovem de ascendência japonesa com quem criou um profundo laço de amizade e de amor inocente que ultrapassaram os preconceitos ancestrais que opunham as duas comunidades. Quando Keiko e a sua família são enviados para um campo, apenas resta aos dois jovens esperar que a guerra termine para que as promessas que fizeram um ao outro se possam finalmente cumprir. 
Passados quarenta anos, Henry, agora viúvo, ainda tenta encontrar uma explicação para o vazio que o acompanhou desde então; para a atitude distante de um pai que nunca entendeu; para a relação difícil com o filho; e, sobretudo, uma explicação para as suas próprias escolhas.
"O Gosto Proibido do Gengibre" é um romance extraordinário, que nos revela uma das épocas mais conflituosas da História dos Estados Unidos."


A opinião da Vera

Se não é o melhor livro do ano como é referido na capa, deve ficar entre os melhores. Este livro apaixonou-me, tanto pela vertente histórica, tão bem descrita e relatada, como pelas personagens e o seu percurso.

O simbolismo do Hotel Panama e aquilo que ele representa no passado e no futuro das nossas personagens, é explorado de uma forma perfeita pelo autor e a forma como entrelaça os acontecimentos passados com o que está para vir, faz-nos devorar o livro em menos de nada.

A história de Henry e de Keiko faz-nos reflectir nas nossas próprias escolhas pessoais e nas consequências destas, que poderão determinar o curso de uma vida.
Apesar de Keiko ter nascido nos EUA, a sua ascendência japonesa condena-a, assim como à sua família, a abandonar a sua casa e a sua vida, rumo a um campo de concentração e a um destino incerto. Para trás fica o seu amigo chinês, nascido nos EUA, Henry. Esta amizade perdurou através de cartas trocadas entre os dois adolescentes. No entanto, quando o tempo foi passando e as cartas escasseando, a força de vontade e o amor de Henry foram perdendo as forças e o futuro dos dois alterou-se irremediavelmen te. Mas terá sido o destino que assim quis? E será que quarenta anos serão suficientes para apagar o sentimento puro que os uniu?

Adorei a forma como o autor explorou o ambiente da altura, a cultura jazz, os confrontos da Guerra, a forma como todo o cenário alterou a vida de milhares de pessoas.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Mister Gregory - Opinião

SINOPSE: "Aos oitenta e cinco anos, Gregorio Caccialupi passa em revista uma vida intensa marcada por contrariedades e vitórias. Para trás ficam as recordações de uma infância pobre na Itália dos anos 1930 e uma decisão que mudou para sempre a sua vida - emigrar para a América em busca de um futuro melhor.
Ambicioso e determinado, coleciona sucesso atrás de sucesso e uma série de mulheres procuram conquistar o seu coração - Florencia, o seu primeiro amor, Nostalgia, com quem se casou, e Erminia, a sua derradeira paixão. Com o decorrer do tempo, Gregorio Caccialupi torna-se Mister Gregory, dono de uma importante cadeia de hotéis, um homem rico e influente. Porém, um investimento mal calculado leva-o à ruina. Conformado com a sua vida discreta num lar de idosos, está longe de saber que um encontro inesperado lhe trará uma revelação surpreendente e a possibilidade de retomar as rédeas do seu destino.
Mister Gregory é um magnífico romance de Sveva Casati Modignani, que pela primeira vez elege como protagonista um homem: complexo, terno e fiel aos seus princípios, sedutor, esquivo e sempre irresistível."


A opinião da Vera

Mister Gregory é o primeiro livro de Sveva, em que o protagonista é um homem. Um homem adorável, sonhador e que luta para atingir os seus sonhos. Ainda assim, é um homem um pouco egoísta, com dificuldade em ver-se a si próprio, excepto quando a isso é obrigado
.
Sveva enriqueceu o protagonista com uma mãe, Isola, forte e determinada. Quando ela adoece com tuberculose, todo o percurso da sua vida vai ser alterado e, consequentement e, o de Gregório, que na altura tinha apenas sete anos.

O pai foge para a Argentina, por causa dum mal-entendido e nunca mais regressa. Gregorio vê-se assim sozinho, tendo apenas os avós para olhar por ele.

O livro vai contar-nos todo o crescimento de Gregorio, até ele passar a ser Mister Gregory, rico e dono de vários hotéis por toda a Itália. Vamos acompanhar também os amigos que se mantêm e os amores que vão e vêm, até Mister Gregory perder, subitamente, toda a sua fortuna e desaparecer.
Apesar de já ter 85 anos, a vida não acabou para ele e o destino ainda lhe reserva algumas surpresas.

Um livro belíssimo, como a autora já nos habituou.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Sempre que dizemos adeus - Opinião

SINOPSE: "Já teve a sensação de não pertencer à sua família, que é completamente diferente daqueles que a rodeiam? É isso que a decoradora de interiores Harri Ryan, de trinta anos, sente desde criança, apesar de ser muito chegada a George, o seu irmão gémeo, e aos carinhosos pais, Gloria e Duncan. É a segunda vez que Harri tenta casar com o seu noivo James, e a segunda vez que tem um ataque de pânico, acaba no hospital com o vestido de casamento e a festa tem de ser cancelada. Harri perdeu o amor da sua vida, mas há mais na situação do que o nervosismo de uma noiva - e desta vez ela quer a verdade. George suspeita que há algo que os pais não lhes estão a dizer. Porém, numa semana tudo será revelado e as suas vidas irão mudar para sempre."


A opinião da Vera 

Depois de ter lido Estarás Sempre Comigo de Anna McPartlin tive curiosidade em ler este novo romance. Posso dizer que apreciei ainda mais.
Não esperava que o livro me prendesse tanto e esperava ainda menos uma história profunda e comovente, que nos faz querer saber o que realmente aconteceu. A autora conseguiu cativar-me e envolver-me no enredo.
Harri ama o noivo, com quem tem uma relação à vários anos. No entanto, e por alguma razão que não consegue explicar, não consegue casar-se. Pela segunda vez, ela deixa James plantado no altar.
É nessa altura que os pais dela decidem convocar uma reunião familiar. E o mundo de Harri, e do seu irmão gémeo, George, desaba.
Ambos vão ter aprender a lidar com uma nova vida e Harri, principalmente, vai ter que viver com um novo eu. Ela vai sentir-se frustrada, enganada, perdida… mas vai reconstruir o seu caminho, com a ajuda da família e do grupo de amigos e, quiçá, recuperar o amor perdido.

Achei o grupo de amigos de Harri, uma verdadeira delícia. Com eles a autora constrói outras histórias, á volta da história principal. Susan e o marido vivem uma relação onde a comunicação não existe e onde um acontecimento trágico marcou o silêncio na relação. Serão precisos acontecimentos extremos para os fazer comunicar. Melissa e Gary, um casal com dois filhos, são uma comédia. Sem ajuda do marido, Melissa vai fazer com que ele lhe dê valor e a estime como uma pedra preciosa. George e Aidan, o primeiro, irmão de Harri, e o segundo, o lado feminino da relação. Adora juntar-se com as outras mulheres do grupo para falarem das fofocas e banalidades.

Adorei a viagem de Harri ao passado e achei bastante interessante a forma que a autora descobriu para nos dar a conhecer todo o percurso, que termina naquela noite na floresta, à trinta anos atrás. Curiosos? Então aconselho-vos a leitura deste livro, onde as emoções, o poder da amizade, do amor e do perdão são enaltecidos. Um romance maravilhoso.
 
 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Destinos cruzados - Opinião

SINOPSE: "Holly O'Neill tem uma loja de roupas vintage, um filho de dez anos que ama e uma fada madrinha misteriosa que, a cada momento crucial da sua vida, tem um berloque para adicionar à sua pulseira, que assim se torna o seu bem mais precioso. Um dia, quando encontra a pulseira de outra pessoa num dos casacos da sua loja, sente que tem de a reunir com o seu proprietário. Greg é um corretor da bolsa e tem uma namorada perfeita com quem quer casar, mas decidiu deixar Wall Street para prosseguir a sua verdadeira paixão: a fotografia. Holly e Greg não se conhecem e não têm nada em comum. Vai ser precisa a magia de Nova Iorque, um pouco de sorte e outra pulseira da felicidade para os fazer encontrar..."


A opinião da Vera
 
Tenho acompanhado os livros desta autora e é sempre uma leitura agradável que ajuda a descomprimir! Este “Destinos Cruzados” teria sido uma delícia para devorar na época natalícia! Tem todos os ingredientes para nos aquecer o coração.

O cenário de fundo é Nova Iorque, uma cidade que desejo conhecer, e a autora soube aumentar essa vontade, falando da cidade de forma carinhosa, dos locais emblemáticos e das pessoas que passeiam na cidade que nunca dorme.

A história é-nos apresentada no presente e no passado. Lemos um relato que no início não sabemos de quem é, mas, claro, desconfia-se que seja da dona da pulseira. Isto porque Holly, a nossa protagonista, encontra uma pulseira de pendentes e, por ter uma semelhante e pelo significado que esta tem para si própria, vai esforçar-se ao máximo para encontrar a dona. Portanto, por um lado temos a busca de Holly pela dona da pulseira de pendentes e por outro vamos conhecendo os acontecimentos que marcam a história de cada pendente.

Parece uma história fraquinha e no início achei que o livro devia ser mais do mesmo. Mas a realidade é que a história acabou por me envolver e a escrita cativou-me bastante. O final foi muito bom e a autora esteve muito bem, ao dar um quê de mistério e um desenlace perfeito.

Recomendo!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Dei-te o melhor de mim - Opinião


SINOPSE: "Este novo e aclamado romance de Nicholas Sparks conta a história emocionante de Amanda e Dawson, dois adolescentes envolvidos na mágica experiência do primeiro amor. Contudo, sob a pressão familiar e social, são obrigados a seguir vidas distintas. Somente vinte e cinco anos mais tarde voltam a encontrar-se, por altura da morte do único homem que tinha protegido o jovem casal apaixonado. E se para ambos o amor de outrora se revela intacto, confrontam-se inevitavelmente com as escolhas feitas e os compromissos assumidos. Qual então o sentido daquele encontro, se nada podia mudar o passado?"


A opinião da Vera
 
Este autor nunca me desilude. Varia o grau de satisfação mas nunca desilude. Este romance não está entre os que mais gostei.
Dawson e Amanda vivem um romance na adolescência. Um amor rico e tocante. No entanto, os pais de Amanda fazem tudo para que este romance termine. Esta oposição deve-se às raízes familiares do namorado da filha, cuja família disfuncional e problemática faz com que toda a gente a tema.
No entanto Dawson é diferente. Inteligente e aplicado, quer afastar-se da família o mais que puder, sem no entanto lhes causar desconfiança. Ele apercebe-se da oposição da família e decide que é melhor Amanda seguir para a universidade e terminarem a relação. Embora seja a coisa mais difícil que já fez, acredita que é o melhor para Amanda.
Refugia-se em casa de Tuck, ajudando na reparação de carros em troca de um sítio para dormir, ao mesmo tempo que se afasta da problemática família. No entanto é descoberto e torna-se vítima da extorsão do pai.
Dawson acaba por ter um infortúnio e mais tarde sai de Oriental, a cidade onde vive,  para nunca mais voltar. Pelo menos assim pensa ele.
A morte de Tuck acabará por o trazer de volta a Oriental e inevitavelmente ao reencontro com Amanda, que agora é esposa e mãe. Será que os sentimentos de vinte e cinco anos atrás são capazes de permanecer intocáveis?
Nicholas Sparks traz-nos uma história de amor, de valores familiares e individuais, onde nem sempre o coração está de acordo com o pensamento. Por vezes a vida faz com que tenhamos que fazer escolhas difíceis e o resultado dessas escolhas irá reflectir-se ao longo da nossa vida. 
 
 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sombras de paixão - Opinião

SINOPSE: "Apenas com a sua beleza exótica, inocência sedutora, orgulho e espírito impetuoso, Léonie veio da França rural para encontrar o seu futuro em Paris. Da vergonha dos cabarés ela ascende à fama internacional cantando com sentimento sobre o amor e a saudade. De Paris à Cote d'Azur, de Nova Iorque ao Brasil, de Cuba ao Cairo, Léonie move-se num deslumbrante mundo de dinheiro, paixão e poder - um mundo onde ela semeia tempestades de desejo e paixões.
O poderoso Duc de Courmont irá dar-lhe tudo exceto amor...
Maroc não conseguiu protegê-la dela própria…
Charles vai pagar caro alguns momentos de felicidade roubados…
Jacques não conseguiu libertá-la das recordações e dos anseios…
Jim ofereceu-lhe um porto de abrigo, mas isso não bastou….
No entanto, nenhum deles conseguirá tocar uma parte da sua alma… exceto o homem que experimentou o seu ódio e a sua paixão…"


A opinião da Vera 

Sombras de Paixão é uma autêntica viagem. Sou fã da autora e gostei de todos os livros que foram editados em Portugal. No caso deste acho que teria sido uma escolha melhor ter dividido o livro em dois livros. Não se tornava tão pesado (literalmente) e também se poderiam criar divisões de modo a não tornar o livro tão denso e, por vezes, enfadonho.
Agora que enunciei o que o livro teve de menos positivo, posso dizer que tudo o resto foi bastante apreciado. A viagem que a autora nos permite fazer com Leónie é sublime. Deixou-me com imensa vontade  de voltar a Paris e sentir toda aquela magia. 

É difícil escrever a minha opinião sem falar demasiado, mas vou tentar. Leónie parte para Paris ainda uma criança, para encontrar um lugar a que pertença, para arranjar um trabalho e talvez, o amor. As aventuras começam logo no comboio, antes de chegar a Paris, e o senhor que conhece nessa viagem e lhe dá um cartão com uma pensão que ele conhece para ela ficar alojada, será o homem que anos mais tarde irá voltar a encontrar Leónie e a concretizar o que tinha pensado mal olhou para ela. Mas até lá, muita coisa vai acontecer.

Tudo começa na pensão, onde a dona percebe que não pode prender Leónie mais tempo naquela cozinha e três meses depois de ter chegado a Paris, Leónie arranja um trabalho numa loja de lingerie. Aqui, a nossa personagem vai fazer duas amizades para a vida e que vão acompanhando toda a narrativa e por também criei algum afeto: Caro, uma mulher rica e elegante que é cliente da loja e que se compadece de Leónie (pois também Caro já passou pelo mesmo) e por um acaso do destino, acabam por se tornar grandes amigas. E Marroc, um menino que apesar de jovem, já viveu muito e já passou muito na vida. Será sempre um amigo fiel para Leónie. 

É na festa de Caro que Leónie vai conhecer dois homens muito importantes para si: Rupert, o seu primeiro amor, e Monsieur Gilles De Courmont, o homem que vai acompanhar a sua vida até ao final do livro, aquele que a vai fazer viver os melhores e os piores momentos da sua vida.

Por entre as quase setecentas páginas do livro muita coisa acontece: a magia dos lugares (Brasil, Nova Iorque, Paris, Cairo, Cote d'Azur...), a ascensão de Leónie ao estrelato, os homens que vão passando pela sua vida, o perigo que corre e a decisão mais importante que vai ter que tomar na sua vida, as relações de amizade e os laços de amizade que se criam e que ficam para a vida, o aparecimento de Amélie e de como os destinos de todos se vão cruzar no grande final...é fantástico, absorvente e faz-nos dar a volta ao mundo.
 
 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Amor por encomenda - Opinião

SINOPSE: "Anne Blythe tem razões para sorrir: acaba de receber uma aliciante proposta para publicar o seu primeiro livro. Mas no que toca a relações amorosas, a situação é muito pouco animadora. Após mais um relacionamento falhado, Anne encontra na rua um cartão de uma empresa que ela julga ser de promoção de encontros românticos. Interpretando-o como um sinal, acaba por guardá-lo.
Farta de ver as pessoas à sua volta felizes no amor, Anne decide, num impulso, experimentar a empresa que a poderá ajudar a encontrar, finalmente, o homem da sua vida. Mas esta empresa não é bem o que parecia.
Trata-se afinal de um sofisticado — e caro — serviço que proporciona aos seus clientes um casamento arranjado, com tudo incluído. Anne começa por rejeitar a ideia, mas quanto mais pensa no assunto mais entusiasmada fica. Se os casamentos arranjados resultam para milhões de mulheres em todo o mundo, porque não haveria de resultar com ela? Além disso, o serviço afirma que só fracassou em 5 por cento dos casos.
Meses depois, Anne encontra-se num resort mexicano pronta para casar com Jack, o seu «par perfeito». E tudo parece correr bem. Mas será possível encomendar o amor verdadeiro?"


A opinião da Vera
 
Anne tem trinta e três anos e é infeliz. Não consegue ter sorte no amor e parece que o seu karma é viver desgosto atrás de desgosto. Todos à sua volta seguem em frente e ela simplesmente não consegue encontrar a sua cara metade. Até que encontra um cartão de uma empresa que ela pensa de encontros arranjados. Mas na verdade é bem mais do que isso e Anne não faz ideia de onde se está a meter.
 
A protagonista irritou-me um bocadinho com aquela obsessão por um estilo de homem que aparentemente parece que a atinge como seta de cupido, com aquela ideia de contos de fadas e finais felizes, a minha melhor amiga vai casar e eu também me quero casar por isso vou-me casar...por vezes parecia que tinha cinco anos. 
Depois de Anne ligar para aquele número, a sua vida nunca mais será a mesma.

Confesso que depois de ler "Em Segredo" da mesma autora, estava à espera de algo mais. A autora até montou uma trama engraçada mas a forma como o desenvolveu deixou um pouco a desejar. No final, não há nada a reter. Tem a sua piada, é levezinho, uma leitura light por assim dizer, mas não passa disso mesmo.
 
 
 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A perfumista - opinião

SINOPSE: "Elena Rossini, herdeira de uma tradição familiar da arte dos aromas, não confia em ninguém, não tem nenhuma certeza e deixou de acreditar no amor. Só se sente segura quando cria novos perfumes. Os aromas são o seu caminho para chegar ao coração das pessoas. Falam dos pensamentos mais profundos, das esperanças mais íntimas: a íris oferece confiança, a mimosa dá felicidade, a baunilha protege... E Elena sempre aprendeu a ser forte. Desde o dia em que a mãe partiu, abandonando-a quando ela era apenas uma criança à procura de amor e carinho, fechou as portas à emoção e conta apenas consigo.
Agora o destino volta a pôr Elena à prova: terá de começar do zero em Paris, a capital do perfume. Em pouco tempo consegue provar que tem um talento único para criar o perfume exacto para qualquer ocasião: reconquistar um amor perdido, superar a timidez, encontrar a serenidade.
Será em Paris que Elena conseguirá também abrir-se às suas emoções e seguir o caminho do amor?"


A opinião da Vera

A capa do livro foi a primeira coisa que me saltou à vista. A subtileza das cores, a sugestão do aroma, sem dúvida que fiquei com vontade de ler. Embora seja leiga no assunto, os perfumes e a sua (des)construção são algo de mágico para mim e por isso iniciei a leitura com expectativa. Antes de iniciar a leitura, recordei "O Perfume", um dos livros que mais me marcou na minha adolescência e ainda que este livro, em comum, só tenha mesmo a paixão pelos perfumes, foi bom recordar.

A autora descreve com mestria todo um novo mundo que surge na criação um perfume. Isso fez-me ficar completamente rendida a essa ciência e tradição tão antiga, muito bem descritas pela autora. As descrições quase nos permitem cheiras as fragrâncias.     
Elena Rossini é a nossa personagem principal. Vamos conhecer a história da sua família, das mulheres Rossini que viveram em buscar d'O Perfume, sem nunca o encontrarem. Elena tem uma relação antagónica com os perfumes, quase de amor ódio. Será ela capaz de continuar a fugir deste mundo perfumado?

Depois de sofrer um desgosto amoroso ela decide partir para Paris e quem sabe, descobrir um novo rumo para a sua vida. O que se seguirá, será completamente inesperado. Estará ela preparada para o que a vida lhe reserva?  Paris vai trazer-lhe sorrisos e desgostos, felicidade e tristeza, amizade e lágrimas. No final temos um final feliz que nos deixa de sorriso rasgado. Tudo encaixa no seu devido lugar e quando viramos a última página é com a sensação de que o livro valeu a pena.

Despertou em mim a vontade de voltar a Paris e o desejo de ter um perfume personalizado. 


quinta-feira, 23 de julho de 2015

A estranha viagem do Senhor Daldry - Opinião

SINOPSE: "«Há duas vidas em ti, Alice. A vida que tu conheces e uma outra que te espera há muito tempo. Estas duas existências não têm nada em comum. O homem de que te falei ontem encontra-se em algum lugar dessa outra vida, e nunca estará presente na vida que levas atualmente. Terás de encontrar seis pessoas antes de chegar até ele. Partir ao encontro dele obrigar-te-á a fazer uma longa viagem. Viagem durante a qual descobrirás que nada daquilo em que acreditavas é verdadeiro.»
Londres, 1950
Alice leva uma existência tranquila entre o seu trabalho como criadora de perfumes, que a apaixona, e o seu grupo de amigos, todos eles artistas nas horas vagas. No entanto, na véspera de Natal, a sua vida vai sofrer um abanão. Durante um passeio a uma feira em Brighton, uma vidente prediz que irá viver uma aventura, em busca de um passado misterioso. Alice não acredita nela, mas também não consegue esquecer as suas palavras; subitamente as suas noites passam a ser povoadas de pesadelos, que lhe parecem tão reais como incompreensíveis.
O seu vizinho, o senhor Daldry, um gentleman excêntrico e celibatário empedernido, convence-a a levar a sério a predição da vidente e a encontrar as seis pessoas que a conduzirão ao seu destino.
De Londres a Istambul, Alice e o senhor Daldry partem na sua estranha viagem…"


A opinião da Vera

Tenho três livros para ler de Marc Levy, mas a minha estreia foi com este A Estranha Viagem do Senhor Daldry.
Uma história envolvente, um lugar exótico e personagens bem humoradas foram, para mim, os ingredientes para uma leitura bastante agradável.
O autor mostra-nos o cenário cinzento da Londres do pós-guerra e a misteriosa Istambul, com os seus cheiros e paisagens inebriantes. Alice é um “nariz” e trabalhar para descobrir os aromas perfeitos, Daldry é o seu vizinho antipático e introvertido de quem ela pouco sabe. No entanto esta relação acaba por mostrar a ambos o quão estavam enganados.
Por obra do destino, e graças à entrada em cena de uma cartomante, uma Alice renitente acaba por partir numa aventura por Istambul, com o seu vizinho misterioso. Está longe de imaginar o que o futuro lhe reserva e a vida que lhe tem passado ao lado.
Esta viagem, de descoberta e auto-conhecimento é verdadeiramente deliciosa, assim como os personagens que dela fazem parte.
O autor escreve de uma forma deliciosa e cativante. É impossível resistir ao virar de cada página. O final é surpreendente e Marc Levy marcou pontos pela originalidade dos acontecimentos da narrativa.
Uma leitura que aconselho e recomendo.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A festa do adeus - Opinião

SINOPSE: "Perspicaz, divertido e comovente, A Festa do Adeus emocionará todos aqueles cujos corações já enfrentaram tempestades inesperadas.
Gwyn Huntington sabe como organizar uma boa festa. Mas na manhã do 35.º aniversário do seu casamento, ela está a tratar dos preparativos finais para uma festa muito particular: a festa do seu divórcio.
A quase 200 km dali, a futura nora de Gwyn, Maggie Mackenzie, encontra-se no seu apartamento de Brooklyn a tentar organizar a sua nova vida. Maggie está apaixonada por Nate, um homem maravilhoso, e nesse dia vai conhecer os pais dele. Mas o dia em que os conhecerá será o dia em que se vão separar. E porque é que Nate lhe escondeu tanta coisa do seu passado, que só agora lhe revela?"

A opinião da Vera
 
Este é o primeiro livro que leio da autora e no geral, é um bom livro. 

No inicio quando ficamos a conhecer a história de amor de um outro casal e de como ficaram a viver naquela casa, que se manteve erguida após a tempestade, tal como aconteceu muitas vezes com o amor.

Maggie e Nate têm uma relação e estão prestes a embarcar numa grande aventura juntos: abrir um restaurante. este ponto torna-se decisivo porque compromete o futuro de ambos e indica que estão prontos para construir um futuro juntos, mesmo hipotecando todas as suas economias e mais algumas.

Quando estão de partida para a festa de divórcio dos pais de Nate - que Maggie não conhece e com os quais se sente bastante apreensiva - segredos são revelados que deixam Maggie com a sensação que afinal não conhece assim tão bem o homem com quem está disposta a ficar o resto da sua vida. Afinal a família do namorado é milionária e ele "esqueceu-se" de lhe contar. Ah, e Nate também tem um passado cheio de acontecimentos dramáticos, mas pelos vistos, não considerou relevante contar á sua namorada, pelo que, ela acabará por descobrir da pior maneira.
Será o amor deles forte o suficiente para aguentar estes tumultos? 

Agora não há volta a dar e Maggie não vai voltar atrás e por isso seguem viagem para a festa que mudará a vida de todos os envolvidos.

Gwyn é a mãe de Nate. Uma personagem forte, com carisma e por quem nutri de imediato grande afeição. Sinto que esconde alguma coisa e de facto, segredos acabam por ser revelados. Até onde estamos dispostos a ir por amor?

É uma leitura descomplicada, com alguns momentos que aceleram um pouco a leitura e que no global tornam este livro, uma leitura agradável.  
 
 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Um erro fatal - Opinião

SINOPSE: "A manhã que mudou a vida de Nicki Clements seria como tantas outras se o seu filho não tivesse esquecido a mochila em casa.
Foi com o objetivo de lha entregar que ela saiu.
Não planeara passar vezes sem conta pela casa do controverso jornalista Damon Blundy, recentemente assassinado. Mas a verdade é que passou...
É a estranheza do seu comportamento que leva a polícia a interrogá-la. Nicki diz a verdade: não conhecia Damon.
E não, não sabe explicar a enigmática arma do crime. Nem tão-pouco entende a mensagem que o assassino escreveu a tinta vermelha na parede da vítima: “ELE NÃO ESTÁ MENOS MORTO”.
O problema é que não poderá nunca revelar porque estava tão perto do local do crime. Se o fizer, terá de confessar um segredo que a destruirá. É que Nicki pode não ser culpada, mas está longe de ser inocente..."

A opinião da Vera

Como já não lia um bom thriller à bastante tempo, achei que este livro me iria encher as medidas. Infelizmente, ficou muito aquém das minhas expectativas.
Damon Blundy é cronista e não se coíbe de dizer tudo o que pensa, criando assim um leque de inimigos e de muitos suspeitos, quando Damon acaba por ser assassinado de forma bastante peculiar. Esta história cruza-se com a de Nicky, uma das suspeitas, mas que na realidade não conhece Damon, nunca foi alvo das suas criticas, mas....há uma ligação que a policia vai ter que descobrir, ainda que para isso a vida de Nicki fique de pernas para o ar, deixando a nú todos os seus segredos.

Todos os personagens, o motivo, os segredos, as mentiras, a vida dupla, as falsas amizades...o enredo era tão apelativo e cheio de potencial. Ainda assim, na minha opinião, não satisfaz. Muitos aspetos interessantes ficaram por abordar, muitas razões por desvendar e coisas por esclarecer. Fiquei com um amargo de boca.

São tantos suspeitos, tantas histórias paralelas...e depois os artigos de Damon pelo meio (só me apetecia saltar à frente e ver o que Nicki andava a fazer) a cortar completamente o ritmo da narrativa. Não me agradou.    

Gostava de ter visto explorados aspetos da infância de Nicki assim como da relação dela com o irmão e com Melissa e ainda a estranha relação de King Eduard com a sua esposa! As vidas duplas, os enganos e mentiras, os motivos e depois os confrontos e as explicações. Foi que isso que, quanto a mim, faltou a este livro. 


 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Hotel Sunrise - Opinião

SINOPSE: "Famagusta, no Chipre, é uma cidade dourada pelo calor e pela sorte, o resort mais requisitado do Mediterrâneo. Um casal ambicioso decide abrir um hotel que prime pela sua exclusividade, onde gregos e cipriotas turcos trabalhem em harmonia.
Duas famílias vizinhas, os Georgious e os Özkans, encontram-se entre os muitos que se radicaram em Famagusta para fugir aos anos de inquietação e violência étnica que proliferam na ilha. No entanto, sob a fachada de glamour e riqueza da cidade, a tensão ferve em lume brando…
Quando um golpe dos gregos lança a cidade no caos, o Chipre vê-se a braços com um conflito de proporções dramáticas. A Turquia avança para proteger a minoria cipriota turca e Famagusta sucumbe sob os bombardeamentos. Quarenta mil pessoas fogem dos avanços das tropas.
Na cidade deserta, restam apenas duas famílias. Esta é a sua história."

A opinião da Vera

Depois de ter lido "A Ilha" fiquei completamente rendida à autora e quando vi a capa deste livro e o nome Victoria Hislop, não precisei de ler a sinopse para saber que o queria ler. É daqueles poucos casos em que o nome do autor, para mim, é suficiente.
Ainda bem Hotel Sunrise não me tenha agarrado da mesma forma, não deixa de ser um livro muito bem escrito, com todos os componentes que aprecio num livro e com uma escrita que, não só nos ensina como nos faz pensar.

Mais uma vez a autora dá a conhecer um cenário de guerra, neste caso o conflito no Chipre, entre cipriotas turcos e gregos. Povos com culturas diferentes e que vivem numa harmonia aparente, que explode com o Golpe Militar de 1974. Sem ser enfadonho, a autora vai fazendo o relato, ao longo do livro, deste conflito, por forma a que o leitor entenda o contexto da narrativa e conseguindo enaltecer valores em que a amizade e o espírito de sobrevivência se sobrepõem a cenários em que foram cometidas atrocidades chocantes. 

Mais do que as personagens e a história das duas famílias que ficam a viver em Famagusta, no decorrer do conflito, quando esta é isolada, cativou-me o próprio Hotel Sunrise e toda a história que ele envolve, e o conflito bélico que ocorreu durante a narrativa. Ver como Famagusta era e como fica é uma visão dolorosa. E digo "ver" porque a autora tem essa capacidade - a de transportar o leitor para o local permitindo-lhe vivenciar a narrativa como se de um personagem se tratasse.

É uma autora que escreve de forma brilhante e cujos livros recomendo.  


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Esta noite fala-me de amor - Opinião

SINOPSE: "A adorável Dabney Kimball Beech é uma lenda viva na ilha de Nantucket. Dabney estudou em Harvard e é uma profissional de sucesso. Mas o seu grande talento é outro: graças a um dom que muitos consideram místico, ela é a casamenteira perfeita. Quando duas pessoas são compatíveis, Dabney vê-as sob uma aura cor de rosa; quando não são, o tom que as envolve é um desolador esverdeado. Ela já juntou mais de quarenta casais. Apenas uma pessoa parece teimosamente imune à sua seta de Cupido: ela própria.
Por mau carma ou piada cósmica, Dabney perdeu o seu grande amor: Clen Hughes, o belíssimo homem de olhos verdes que lhe partiu o coração e que agora, tantos anos depois, está de volta
à ilha. A notícia deixa-a inquieta. A mera perspetiva de um reencontro é suficiente para lhe tirar o sono… e com razão.
Clen vem virar o seu pequeno mundo do avesso, algo que é simultaneamente maravilhoso e terrível.
Os deliciosos dias e noites que passam juntos não deixam antever a tempestade que se aproxima. No fim, Dabney terá de fazer novamente uso do seu dom… numa corrida contra o tempo" 


A opinião da Vera

Achei o título do livro interessante e a autora também já me havia dado boas leituras pelo que, decidi pegar-lhe. E ainda bem que o fiz.

Elin Hilderbrand deixa-me sempre com vontade de conhecer a ilha de Nantucket e se algum dia lá for, será no fim de semana da festa dos narcisos, um dos eventos do ano da ilha. Adoro as descrições que a autora faz dos preparativos e da forma como os habitantes se preparam para aquele ritual, inclusivamente vestindo roupas com as cores do evento.
No inicio do livro achei que seria uma leitura mais light, sem grandes dramas. Tínhamos uma personagem principal, Dabney, que tem o dom de juntar casais pela aura que eles imitem e até hoje, nunca falhou. Juntar-se-iam alguns acontecimentos engraçados e seria uma leitura agradável.

No entanto, o livro evoluiu num outro sentido, muito mais rico e intenso e por isso o livro tornou-se numa agradável surpresa. Gostei que a sinopse não revelasse demasiado e por isso também não vou fazer o mesmo. Posso dizer apenas que o rumo da narrativa é completamente inesperado e surpreendente.

Temos a história de Dabney com Clen, mas também a história que construiu com Box. A história da infância de Dabney e de como determinou o rumo e as escolhas que fez ao longo da vida. A história da sua filha e da evolução da relação de ambas. A história de Nina e da amizade que a une a Dabney. São muitas e boas histórias que enriquecem a narrativa e deixam o nosso coração mais preenchido. 
O livro trata de amor e amizade, de desejos e memórias, de traição e justiça, de luta e coragem.

Uma leitura que recomendo para uma bela tarde de sol.
 
 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Amor verdadeiro - Opinião

SINOPSE: "A história romântica de um amor tão intenso que resiste aos séculos.
Quando Alix Madsen está a terminar a faculdade de arquitetura, Adelaide Kingsley morre e deixa-lhe em testamento o usufruto, por um ano, de uma encantadora casa do séc. XIX em Nantucket. A relação da idosa com a família Madsen é um mistério para a voluntariosa Alix –que terminou há pouco uma relação -, mas Alix aceita o estranho legado, em parte porque lhe dá tempo para planear o casamento da sua melhor amiga.
Porém, forças invisíveis movimentam-se nos bastidores, fazendo ranger as tábuas antigas da Casa Kingsley. Parece que Adelaide Kingsley tinha uma tarefa bastante específica para Alix: resolver o estranho desaparecimento de uma das mulheres da família Kingsley, Valentina, há mais de duzentos anos. Como se isso não fosse suficientemente perturbador, Alix tem ainda de lidar com o arrogante (e extremamente bem-parecido) arquiteto Jared Montgomery, que vive no anexo da casa.
Sem o conhecimento de Alix, Jared foi incumbido de olhar por ela enquanto está na ilha - tarefa fácil para ele, considerando a inegável química entre os dois. Mas Jared tens os seus segredos que, se revelados, podem cavar um fosso entre ambos.
Com um glorioso casamento de Nantucket no horizonte, há faíscas no ar e os fantasmas do passado começam a mostrar-se - alguns deles mesmo a sério. Vendo as suas vidas intimamente entrelaçadas com os destinos turbulentos dos seus antepassados, Alix e Jared descobrem que apenas corrigindo os erros do passado podem esperar ficar juntos.
Alix Madsen recebeu uma herança estranha: a velha Adelaide Kingsley deixou-lhe o usufruto durante um ano da sua encantadora casa do século XIX, em Nantucket.
Embora a relação da idosa com a família Madsen seja um mistério para ela, Alix aceita. Em breve irá perceber que Adelaide Kingsley lhe confiou uma tarefa muito específica: resolver o misterioso desaparecimento de uma das mulheres da família, Valentina, que ocorreu mais de duzentos anos antes.
Como se isso não bastasse, Alix tem de lidar com o arrogante - e lindo - arquiteto Jared Montgomery, que mora no anexo dos hóspedes."

A opinião da Vera
 
Amor Verdadeiro começou por chamar-me a atenção pela maravilhosa capa: as minhas flores preferidas, num ramo de noiva perfeito. O tema dos casamentos também desperta sempre a minha sensibilidade e a autora, dispensa apresentações e para mim é um dado adquirido que, sendo escrito por Jude Devreaux será certamente um bom livro.

Alix tem a vida pela frente. Cresceu com pais inteligentes e bem sucedidos e herdou o melhor dos dois: a inteligência e a vontade de vencer na vida, de se superar a si própria. A terminar o curso de arquitetura, tinha decidido ter um ano com a sua melhor amiga para desfrutarem antes de entrarem no mundo do trabalho. Mas quando a sua amiga lhe diz que vai casar e ela começa a achar que os seus planos já não acontecer, heis que uma misteriosa herança a coloca numa casa na ilha de Nantucket durante um ano. Parece que as suas preces foram ouvidas mas Alix está longe de imaginar o que a espera, a começar pelo maravilhoso Jared Montgomory -  Kingsley em Nantuket - o Deus da arquitetura, que também está na ilha e que pelos vistos, tem alguma coisa a ver com a missão de que Alix foi incumbida: descobrir o que aconteceu a Valentina, uma mulher que morreu à mais de duzentos anos e que pelos vistos, ainda tem alguém à espera dela. Mas Alix não acredita em fantasmas, ou acredita?

A história é maravilhosa, os personagens são cativantes e todas as histórias existentes à volta da trama principal, prendem o leitor de igual forma. As descrições da ilha fazem a nossa imaginação voar para lá, imaginar aquela arquitetura, as ruelas, os penhascos e as pessoas, o cheiro dos narcisos, a frescura do rum.  Deslumbrante.

Alix vai ter imensas surpresas, vai descobrir que Jared é muito diferente do que ela julgava, vai descobrir muitos segredos que os pais lhe esconderam a vida toda, mas vai acima de tudo crescer e conhecer-se a si própria.

Amor Verdadeiro é uma leitura empolgante, leve e ideal para descontrair. Estou ansiosa para conhecer a próxima noiva de Nantucket. 


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